12/09/2016

A Dama de papel de Catarina Muniz

Livro: A Dama de Papel
Autora: Carolina Muniz
Editora: Universo dos Livros
Página: 254
Gênero: Romance, Erótico
Avaliação: 5 Estrelas + 1Coração


Sinopse
Localizado na zona periférica de Londres em meados do século XIX, o bordel de Molly está sempre repleto de fregueses: ricos e pobres, magnatas e operários. O que nenhum deles sabe - nem mesmo as outras trabalhadoras do estabelecimento - é que a dona do prostíbulo optara por ser "mulher da vida fácil" após fugir de um casamento forçado, abrigando-se nas entranhas de um cortiço na busca indelével por liberdade.
Certa vez, no entanto, Molly é inebriada pelas propostas de um cliente: Charles O'Connor, o herdeiro de um império têxtil, deseja que ela seja somente sua. Molly, arrebatada pelas sensações provocadas pelo novo amante, se vê obrigada a questionar o modo de vida que conduzira com orgulho até então, além de testar os limites da liberdade obtida a duras penas.
Entregues à avassaladora paixão e à incrível química sexual que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias sociais e a moral conservadora da época para dar continuidade a este amor proibido. Mas terão de pagar um preço alto por suas decisões.

O livro se passa em Londres por volta do ano de 1875. Melinda uma mulher super rebelde que resolve fugir de casa, pois seus pais querem que ela se case com um velho rico. (COMO EU ODEIO ESTE CARA).

Ela acaba por falta de opções virando prostituta, e depois de aprender ser a "melhor", de todas sua fama corre por Londres inteira. Charles é um cara MUITO rico, que ouve a fama de uma prostituta chamada Molly. E, como sua vida, é um tédio que só ele resolve ir conhecer a tão Molly, e lança para ela um desafio. Que ela aceita! (E, ai...que começa uma das melhores história que eu li na minha vida!).

Para não ficar dando spoiler da história, eu vou dizer como eu me senti lendo e falando sobre alguns detalhes, que fez este livro para mim até este momento ser "O MELHOR DO ANO".

Quando ele escreve o que vive com ela, com riquezas de detalhes e os papeis são perdidos.E, todos que estão na rua tem acesso a estes textos super eróticos... até a mulher do Charles acaba lendo e sonhando com este cara super apaixonado. (Coitada nem sabia que era o próprio marido).

Eu achei o Charles, apaixonante se eu fosse a Molly, também não ia perder tempo e mandar ver. Eu li o livro em 9 horas! Confesso que não devia ter lido tão rápido, porque e agora? O que eu vou ler?
Depois deste livro até pedir a vontade de ler outros... Nenhum vai chegar aos pés dele. Catarina Muniz, seu livro para mim se tornou aquele que eu não dou não vendo ou empresto! Mas eu vou FALAR MUITO, dele e vou encher o saco das minhas amigas para lerem ele.

Se eu der 5 estrelas para este livro será pouco! Se eu der um milhão será razoável! Então darei infinita estrelas! E já me encontro ansiosa para ler outros livros da autora. E te desejo MUITO sucesso!

Beijos da JUH

30/08/2016

Resenha O Erro de Elle Kennedy


O texto dissertativo argumentativo tem como principais características a apresentação de um raciocínio, a defesa de um ponto de vista ou o questionamento de uma determinada realidade. O autor se vale de argumentos, de fatos, de dados, que servirão para ajudar a justificar as ideias que ele irá desenvolver. As três características básicas de um texto dissertativo são:
  • Apresentação do ponto de vista
  • Discussão dos argumentos
  • Análise crítica do texto
A diferença desse modelo para um texto narrativo, por exemplo, é que o texto narrativo descreve uma história, contendo alguns elementos importantes como personagens, local, tempo (intervalo no qual ocorreram os fatos), enredo (fatos que motivaram a escrita). O texto dissertativo, por outro lado, tem como objetivo defender um ponto de vista usando argumentos.
Uma redação dissertativa argumentativa pode ser escrita na terceira pessoa do plural (objetiva) ou na primeira pessoa do singular (subjetiva), veremos a seguir exemplos de cada uma delas:

Dissertação Objetiva

Na dissertação objetiva, o autor não se identifica com o leitor, já que os argumentos são expostos de forma impessoal. Isso, aliás, confere ao texto um ar de imparcialidade, embora se saiba que é a visão do autor que está sendo discutida. Esse procedimento faz o leitor aceitar mais facilmente as ideias expostas no texto.

Dissertação Subjetiva

No texto dissertativo subjetivo, o autor se mostra por meio do uso da primeira pessoa do singular (eu), evidenciando que os argumentos são resultados da opinião pessoal de quem escreve (não que no texto objetivo também não o sejam, afinal, a influência das ideias do autor estão presentes também neste último caso).
Vamos mostrar dois exemplos, o primeiro é um trecho de um texto objetivo e o segundo é um trecho de um texto subjetivo. Repare na diferença que existe entre os dois:
1) “Há tipos diferentes de ruínas. Mas elas são sempre resultado de uma demolição ou desconstrução de edificações. Existe um primeiro tipo que simboliza um tempo passado que evoluiu e foi deixando ruínas devido às mudanças dos gostos e da riqueza dos donos.”
2) “Não sou do tipo que se impressiona com boatos, mas não posso ficar indiferente aos últimos acontecimentos no cenário público do Brasil. Toda essa movimentação em torno dos casos de corrupção que assolam a nação me fez pensar sobre a importância da ética nas relações sociais em todos os níveis. Não quero me convencer de que um valor moral tão importante esteja sendo banido da sociedade, substituído pelo direito de garantia de privilégios pessoais a qualquer custo.”
Podemos notar claramente a diferença no uso da terceira e da primeira pessoa.
Na prática, escrever na primeira pessoa (eu/nós) dá origem a frases do tipo:
– “Precisamos estar conscientes da importância do cuidado ao meio ambiente
– “Sabemos que o Brasil precisa de mudanças”
– “Tive bons professores, mas nem todo estudante tem esse privilégio”.
As mesmas frases acima escritas na terceira pessoa do plural ficariam:
– “É preciso estar consciente da importância do cuidado ao meio ambiente
– “Sabe-se que o Brasil precisa de mudanças
– “Alguns estudantes têm bons professores, mas nem todos têm esse privilégio”.
Repare que quando você escreve na terceira pessoa do plural, nunca utiliza os verbos conjugados pessoalmente (utilizando o “eu” ou o “nós”). As frases sempre ficam impessoais.
Essas duas maneiras de escrita são aceitas, mas é muito importante que você escolha e mantenha o mesmo estilo do início ao fim! Se você escolheu a escrita objetiva, não utilize a subjetiva e vice-versa. É muito comum misturar as duas coisas, a grande maioria dos candidatos mistura esses dois estilos ao longo do texto e são penalizados na nota por isso. Fique atento a esse detalhe. Sempre que você for escrever alguma frase, lembre-se de qual estilo você escolheu e seja fiel a ele até o fim!
O mais recomendado é que você escolha a terceira pessoa do plural, pois essa forma de escrever é mais informal e mais fácil de ser seguida com fidelidade. O texto objetivo também tem a vantagem de dar um aspecto de “autoridade” aos argumentos. Quando se opta pelo texto subjetivo, tem-se uma impressão de que tudo está somente de acordo com a opinião do autor, enquanto que no objetivo tem-se a impressão de que a opinião é de todos. Isso é o que fortalece o caráter objetivo.
Recomendamos também que você pratique suas redações utilizando sempre o mesmo estilo para se acostumar. Isso vai ajudar você a não misturar as coisas depois. Então comece a praticar desde já o texto objetivo para chegar no dia da prova afiado e não colocar traços subjetivos misturados.

A Argumentação do Texto Dissertativo

Um texto argumentativo, como já comentamos, é aquele em que defendemos uma ideia, opinião ou ponto de vista, procurando fazer com que o leitor acredite nele. Para conseguir esse objetivo, utilizamos os argumentos.